sábado, abril 17, 2010

Inclusão

Inclusão: Será que estou promovendo a inclusão?


Acredito que possa iniciar a inclusão quando respeito a individualidade do aluno sem subestimar suas condições de aprendizagem ou saberes que traz consigo e que foi adquirido ao longo de seus dias.

É necessário formar indivíduos cooperativos,capazes de serem livres e de terem liberdade de expressão, ou seja, serem pessoas respeitadas e que respeitem os que com eles convivem.

Na turma de estágio tem quatro pessoas que possuem necessidades especiais, porém não apresentaram diagnóstico , talvez por medo de serem discriminados. Um dos meninos possui 18 anos e quando entrou na escola,com 7 anos,fui sua professora e ele foi encaminhado para atendimento com especialistas, hoje não possui nenhum atendimento, também não consegue se manter empregado, sendo a família sua fonte de sustento. Também tem uma moça de 30 anos já esta nesta etapa a uns seis anos, ela inicia e desiste, volta conclui avança para a etapa seguinte e desiste, retornando para a mesma etapa a pedido dela e da família, pois também depende dos familiares para sobreviver,não possui independência financeira nem autonomia para se auto determinar sozinha. Nestes casos eu entro em conflito e pergunto como poderíamos realmente incluí-los no universo escolar?. Será que a maneira deles se sentirem incluídos é esta? Ou será que chegaram nos seus limites? Se eu pensar que eles possuem um limite de aprendizagem já estaria rotulando-os o que não é correto. Sendo mãe de um menino de 18 anos também portador de necessidades especiais , estive sempre oferecendo oportunidades para que ele pudesse superar seus limites, hoje ele se encontra na etapa 4, que corresponde a 6ª série, claro possui algumas dificuldades, porem acompanha com tranqüilidade a sua turma. Estes alunos se encontram em um ambiente escolar  de salas abarrotadas de alunos, onde os professores na sua maioria têm boa vontade, mas ainda estão cheios de dúvidas e que não encontram o apoio das autoridades para procurarem subsídios em cursos,palestras ou outras fontes que os auxiliem nesta tarefa de inclusão. O que me parece é que as autoridades estão  preocupadas em mostrar uma inclusão que de fato é  um faz de conta na maioria das vezes. Para haver inclusão não basta o aluno ingressar na escola regular é preciso que este aluno faça parte deste ensino, com objetivos e metas a alcançar de acordo com suas capacidades.

Obs. Aqui escrevo com base em minha vivência diária, onde tenho muitas dicas dos especialistas que atenderam ou ainda atendem meu filho.

Um comentário:

Beatriz disse...

Oi Marivani, já oensastes que esses alunos precisam mesmo de um tipo diferente de trabalho? Minha sugestão é que mudes radicalemnte para um trabalho em cima dos problemas deles, do que querem saber e aproveta as tecnologias de comunicação para eles escreverem e interagirem. Acho que vão gostar bem mais. Dá uma olhada no blog da Bia Gutirres e da Luciana Sobotick que elas estão trabalhando com alunos parecidos com os teus.
Um abração
Bea