domingo, outubro 31, 2010

Por uma gestão comprometida com a democracia.

No quinto semestre na interdisciplina Organização e gestão,chegamos ao sexto semestre onde as leituras tiveram um sentido real para nós da escola "Gentil". Tudo o que lemos, estudamos e discutimos sobre a educação e a gestão escolar, foi proveitoso para lidarmos com a situação que vivenciamos.http://marivanikirsch.blogspot.com/2009/11/licao-de-democracia.html
Porém quero ressaltar a questão da gestão escolar democrática,devido a inclusão do Projeto Jovem de Futuro em minha escola ,  que teve iniciou no período desta disciplina(Agosto de 2008) e que agora esta para terminar (dezembro de 2010).
Sabemos que para existir uma gestão democrática,o gestor precisa consiliar os conflitos e desencontros,deve ter competência para buscar  alternativas que atenda os interesses da comunidade escolar,deve compreender que a qualidade da escola depende da participação ativa de todos membros,respeitando a individualidade de cada um.
 http://marivanikirsch.blogspot.com/2008/11/superando.html

A constituição Federal de 1988,no artigo 205,determina que: A educação seja um direito de todos e dever do Estado e da família, que ela será provida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadânia e de sua qualificação para o trabalho.
Este artigo acima representa a conquista de um direito social para a sociedade civil, inclusive para aqueles cidadãos que não tinham até então o acesso ao ensino público, para o seu crescimento pessoal e de cidadão.Hoje o Estado  responsável por promover  uma educação de qualidade acaba se isentando desta responsabilidade quando aceita a interferência de projetos de empresas privadas, no caso na minha escola o Projeto Unibanco.Não podemos ser ingênuos de pensar que estas empresas só visam o bem comum e educação para todos, pois junto com seus projetos vem outras intenções ocultas que acabam interferindo diretamente na gestão escolar. A questão é o risco da doutrinação ideológica capitalista, se para estas empresas  o melhor resultado é o lucro, como poderia a  escola aceitar a colaboração sem se tornar uma máquina de propaganda, para tais empresas, bem como diz o ditado ,”O cão não morde a mão que o alimenta”. Escolas públicas e governos beneficiados
 por bancos privados dificilmente vão criticá-los. http://marivanikirsch.blogspot.com/2008/11/gesto-democrtica.html

Vejo a  participação da comunidade escolar,como principal meio de assegurar a democracia na escola,possibilitando o envolvimento de todos no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar..Além disso,esse envolvimento proporciona um melhor conhecimento dos objetivos e metas,da estrutura escolar e da dinâmica das relações da escola com a comunidade, favorecendo uma aproximação maior entre professores,alunos e pais.  A escola precisa ter a liderança de um gestor comprometido com a qualidade de ensino e com as transformações sociais. Hoje em  outubro de 2010,estamos novamente em processo de escolha dos representante do Conselho Escolar e vejo como é difícil encontrar pessoas comprometidas com a Gestão Escolar, pois poucos se animam a partipar e alguns ainda sugerem "se não forem ficar me chamando a toda hora, até entro nessa"
Percebo que muitos não dão a importância aos atos democráticos como deveriam,pois se desejamos uma escola democrática ,precisamos participar de alguma forma,seja contribuindo com a gestão ou nos posicionando criticamente,mas com a finalidade de colaborar com a transparência da administração, não por questões pessoais. Não podemos esquecer que já vivemos tempos em que nossas opniões não eram ouvidas e que nem podiamos colaborar com a gestão escolar.A nós cabia acatar ordens que vinham de cima para baixo.O processo de autonomia da gestão escolar se deu a partir da década de oitenta quando tomaram posse os primeiros governantes eleitos pelo voto direto.A partir daí a  educação democrática ganhou destaque e vários movimentos começaram a incentivar a luta por uma escola participativa, autônoma e de qualidade.  O Estado não da conta em manter as escolas e por isso, muitas  direções , por não encontrarem apoio do Estado para reenguerem suas escolas ,acabaram aceitandoram o projetos de empresas privadas, mas acabam pagando um preço bem alto ,já que ficaram  refens de clausulas que não poderiam deixar de cumprir.Um exemplo é a premiação de alunos, que ao meu ver valoriza os melhores, mas não valoriza aquele aluno que possui dificuldade e  faz o impossível para superar suas limitações, pois o que conta é produto final(lucro).  Muitas vezes existe uma necessidade de investimento num determinado setor, mas  o projeto não aprova e é preciso que  o gestor cumpra as determinações do projeto,sem considerar o bem comum da escola.

Como afirma Libâneo(2001,p.145),não podemos esquecer que a construção de um projeto educativo coletivo constitui a identidade de cada Escola e é, sem dúvida,o instrumento primordial que permite uma gestão democrática.   
Fica evidente que a educação exige esforços e participação da comunidade ,já que não basta ao estabelecimento de ensino apenas preparar o aluno para níveis de escolarização mais elevados, uma vez que o que ele precisa é de aprender para compreender a vida,a si mesmo e a sociedade,com condições par a ações competentes na prática da cidadania.
     O Projeto Político Pedagógico deve ser um instrumento permanente de avaliação e redimensionamento, pois ele está em constante movimento e permanente mudança, se faz com profissionais competentes e comprometidos com a educação.


Fonte de consulta:
Interdisciplina Organização e Gestão Escolar

LIBÂNEO, Jose Carlos.Organização e gestão da escola: teoria e pratica. Goiânia: Editora Alternativa, 2001.












Um comentário:

Grace Milcharek disse...

Ótimo Marivani! Tuas reflexões demonstram que o PEAD te ajudou a crescer como educadora consciente da própria história e comprometida com a democracia. Quanto aos links sempre enriquecem a postagem, muito bons.

Com carinho,
Grace Maria