No VII semestre tivemos as interdisciplinas: Seminário Integrador;Didática – Planejamento e Avaliação; Linguagem e Educação; Educação de Jovens e Adultos e Educação e Libras. Neste semestre entramos em contato com conceitos muito importantes para a educação na atualidade. Foram assuntos que fizeram com refletíssemos sobre a forma de ensinar e em uma das minhas postagens eu coloco isto, relacionando o que estávamos aprendendo no Seminário Integrador (PA) com a atividade que as crianças ficam mais motivadas.
http://marivanikirsch.blogspot.com/2009/09/as-criancas-gostam-de-aprender.html
Retomando a didática percebi que passei a pensar no planejamento de forma que indicasse para que ? e como? seria aplicado determinado conteúdo , fazendo com que o conteúdo tivesse um significado para o aluno, por isso a contextualização da turma é importante na hora de planejar, isto ficou evidenciado na minha postagem. http://marivanikirsch.blogspot.com/2009/11/contextualizacao-do-planejamento.html
Foi a partir de uma prática com a turma do EJA que me posicionei mais firme em favor da educação libertadora de Freire. A proposta de Paulo Freire que tem uma preocupação com ser humano. Ele procurava contextualizar os alunos nos seus aspectos históricos, políticos, econômicos e sociais. Com esta prática enxergava a educação fora dos muros da sala de aula tradicional, percebia o aluno enquanto sujeito histórico e transformador dentro de sua realidade social, onde se participa da desta sociedade como agente e não somente como espectador das transformações.
“Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ou com a professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar. Assumir-se como sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto” (FREIRE,1997, p.46).
A interdisciplina de LIBRAS mostrou-nos a importância de sabermos a língua de sinais, para podermos estar atualizadas com a inclusão em sala de aula, pois do contrário como vamos receber estes alunos que possuem outra forma de se comunicar se não falamos a língua que eles conhecem?
É imprescindível que se tenha conhecimento do processo de ensino-aprendizagem dos surdos e a compreensão da cultura deles, para incluí-los em sala de aula. Desta forma não serão apontados como deficientes, mas respeitados através de sua cultura.
As leis se repetem dando o direitos a todos iguais,mas a situação que presenciamos não é bem esta. Veja a postagem de outubro de 2009. http://www.blogger.com/goog_1831671672
Após rever esta postagem percebo que as palavras de Freire fazem sentido, no contexto dos alunos surdos que evadem por a escola não estar preparada para recebê-los.Segundo Freire (1997, p. 11), o termo evasão escolar é ideológico, pois é posto de uma forma a dar a entender que as crianças estão fora da escola por vontade delas, mas na verdade elas são expulsas da escola, excluídas especialmente pela organização bancária. O termo correto é "expulsão escolar" (FREIRE, 1995, p. 46). Isso está relacionado ao despreparo dos educadores e a educação atrelada à ideologia tradicional que alfabetiza não a partir da realidade do educando. Expulsar uma criança da escola é condená-la ao silêncio, se não tem como ler e escrever ou os faz de forma precária, não conseguirá manter relações verdadeiras e de interesse em uma sociedade que existe pela palavra, dependerá de idéias e temas externos, e assim não conseguirá conquistar a própria autonomia.
Sinto que as interdisciplinas do sétimo semestre tiveram grande responsabilidade na minha mudança de postura como educadora que atende os alunos EJA,pois mesmo não tendo uma turma de regência eu os atendo com um outro olhar tentando sempre contextualizá-lo antes de tomar uma decisão, quanto aos seus pedidos,(entrar fora do horário, entregar trabalhos antes ou depois do prazo,sair mais cedo em função do ônibus,pedir ao professor que tenha mais calma na hora da explicação do conteúdo, entre tantos pedidos que fazem). A minha função é auxiliar a direção e a supervisão, estou na escola todas as noites, por isso tenho mais contato com os alunos.
Um comentário:
Oi Marivani, que bacana perceberes a mudança no teu fazer pedagógico e como educadora, pois o PEAD proporcionou a pesquisa para o aperfeiçoamento e fostes em busca da renovação do “aprender a aprender”.
Com carinho,
Grace Maria
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