As interdisciplinas: Organização e Gestão da Educação; Organização da Escola; Escola,Cultura e Sociedade;Psicologia da Vida Adulta e seminário Integrador V,me oportunizaram um comprometimento maior na nova administração da escola onde trabalho.Nas condições em que a escola se encontrava e diante da falta perspectivas em recuperá-la, aceitei fazer parte do Conselho Escolar como forma de contribuir para a melhoria da mesma, pois o Conselho Escolar tem entre suas atribuições elaborar o plano administrativo juntamente com a direção e aplicação dos recursos para a manutenção e conservação da Escola ,fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola,. http://marivanikirsch.blogspot.com/2008/10/participao-e-colaborao.html.
Foi Na disciplina Organização e gestão da Educação que entendi a importância do ter um Conselho Escolar atuante, pois antes não queria me envolver, mas sabia que o Conselho Escolar não era atuante. Os membros do Conselho Escolar, somente assinavam os papéis sem exercer seu papel, isso acontece por não haver comprometimento das pessoas envolvidas, então somente os aliados a direção da escola se candidatam e passam a assumir o papel que deveria ser de pessoas comprometidas com a educação de fato. Estávamos em uma situação de transição e através das leituras entendi que precisava fazer a minha parte como educadora, me candidatei e fui eleita como representante dos professores e até hoje tenho cumprido com a função social, que é educar, construindo cidadãos conscientes e participativos. E dessa forma no Conselho Escolar tomamos decisões em conjunto, pois é um espaço coletivo, onde os diferentes segmentos da comunidade escolar (professores, alunos, funcionários, pais e a comunidade) estão representados e têm tido voz. Tentamos buscar soluções, para os problemas que tem surgido, sendo também local de reflexão séria e rigorosa em relação a problemas com alunos, funcionários e professores, onde evitamos ações sem fundamentos, ou posições preconceituosas. Os representantes dos pais, muitas vezes querendo zelar por seus filhos trazem propostas de expulsão de alunos com dependência química ou indisciplinados,entre outros casos,que são discutidas, avaliadas e encaminhadas aos atendimentos necessários,sempre deixando claro que a função dos Conselheiros Escolares não é promover a exclusão, mas sim contribuir para incluir socialmente e pedagogicamente todos os alunos. Portanto o conselho da escola não deve ser apenas um instrumento para “dar transferência compulsória” aos alunos indisciplinados, que não se “enquadram”. Sabemos que esta forma de utilizar o conselho é ainda muito comum e bastante freqüente em algumas unidades escolares. Assim, o conselho da escola, que tem funções mais nobres e mais complexas, acaba não sendo utilizado como deveria ser, deixando de cumprir seus verdadeiros objetivos. No V semestre entendi que a reflexão sobre o cotidiano escolar, o debate sobre os problemas e as perspectivas escolares servem de suporte para buscar alternativas que possam interferir e mudar a realidade da escola, avançando e melhorando o processo de ensino-aprendizagem dos alunos, principalmente daqueles que apresentam maiores dificuldades e que muitas vezes acabam ficando excluídos no processo escolar. http://marivanikirsch.blogspot.com/2008/10/gesto-escolar.html
Um trabalho que foi muito prazeroso e que me mostrou o quanto podemos aprender quando nossa curiosidade é aguçada foi o PA (Projeto de Aprendizagens). Este trabalho partiu do interesse comum pelo assunto, foi um trabalho em grupo, onde todos os envolvidos precisavam buscar informações, procurando esclarecer as dúvidas temporárias e assim chegar a descobertas sobre o tema em questão. http://marivanikirsch.blogspot.com/2008/10/projeto-aprendizagem.html Foi assim que percebi o quanto o interesse sobre o assunto a ser pesquisado (estudado) e a motivação nos impulsiona a ir além, sendo também uma maneira de trocas entre os componentes do grupo,fazendo com que a aprendizagem ocorra de maneira mais prazerosa e efetiva.
Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Autonomia escreve: “O exercício da curiosidade convoca a imaginação, a intuição, as emoções, a capacidade de conjecturar, de comparar, na busca da perfilização do objeto ou do achado de sua razão de ser.” (FREIRE, 2002, p.98). Concordo com Freire, pois quanto mais aguçamos nossa curiosidade, mais criamos hipóteses e nos aproximamos da exatidão da explicação do fato ou do acontecimento pesquisado. Freire ainda escreve “Satisfeita uma curiosidade, a capacidade de inquietar-me e buscar continua de pé. Não haveria existência humana sem abertura de nosso ser ao mundo, sem a transitividade de nossa consciência.” (FREIRE, 2002, p.98). Mais uma vez concordo com Freire, pois tenho presenciado os trabalhos de minhas colegas na escola e percebo que quanto mais as crianças pesquisam mais querem pesquisar, foi assim com o PA João de Barro da colega Roseane,em que os alunos não perdiam os movimentos dos pássaros ,sempre que podiam ficavam observando e trocando informações que presenciei por várias vezes no refeitório de onde eles avistavam as aves em torno da horta e de seu ninho. A investigação sobre a Invenção da Escrita da colega Cris,também foi motivo de muitas trocas de informações entre os alunos. As crianças se sentem motivadas e não querem perder nada do que pode acontecer durante a pesquisa,diminuindo até mesmo as faltas durante o projeto.

Um comentário:
Olha bem, que legal Marivani, hoje você faz parte do Conselho Escolar, parabéns pela iniciativa e comprometimento. O PEAD fez amadurecer uma professora pesquisadora e participativa.
E com teus alunos como aconteceu a pesquisa com PA?
Com carinho,
Grace Maria
Postar um comentário