sábado, maio 02, 2009

DILEMA:

Após a leitura de um dilema do antropólogo,meu grupo precisava contestar a decisão do antropólogo, que ao estudar uma tribo em uma ilha isolada, foi indagado pelos nativos se ele era um deus e ele responde que sim, convicto que não estaria intervindo naquela cultura. O grupo após debater chega ao ponto que eu concordo.
"O antropólogo interfere sim nas crenças dos nativos, pois na sua atitude de não se envolver e tentar explicar a verdade ele responde a um questionamento e confirma as expectativas dos nativos. O que era uma suposição passa a ser uma verdade. Mesmo que essa verdade seja vista de dois lados, para o antropólogo ele apenas não interferiu na cultura dos nativos, e para os nativos ele um DEUS confirmou um questionamento."
Na participação no FÓRUM , mesmo tendo que contestar a decisão do antropólogo, tentei me colocar no lugar dele, pois já aconteceram situações em que a minha verdade ou as minhas convicções eram diferentes das certezas da família de um aluno e este queria uma resposta , como poderia por o aluno contra sua família? Falar o que eu penso ou deixar que ele procurasse sua verdade? Optei pela segunda alternativa, porém com o conselho de que cada um pode procurar sua verdade respeitando o que o outro pensa ou acredita , que não é necessário que haja uma ruptura nas relações só porque penssamos ou acreditamos em coisas diferentes.Os laços fraternos não podem nos impor a sua verdade, podemos buscar a nossa verdade sem magoar ou romper relações com os que penssam diferente.Este aluno ainda esta em conflito com sua família(mãe), sua mãe não aceita que ele não siga sua crença religiosa.Este aluno vem buscando a sua verdade desde a quarta série, hoje ele esta na sétima série e a mãe não desistiu de convencê-lo,vive na escola o que para ele é uma tortura, pois não tem espaço para viver e descobrir a vida por si só.

Um comentário:

Beatriz disse...

Já falastes franca e honestamente com a mãe? Dissestes que percebes que ele não tem espaço para viver e descobrir as verdades? Não precisas nem falar em religião e sim no processo necessário de descoberta e decisão que os seres humanos precisam desenvolver. Quem sabe ela se toca? ver e não fazer nada tb é uma forma de conivência.
Um abração
Bea