promoveram fóruns , onde tivemos a oportunidade de debatermos conceitos polêmicos,como a inclusão,as questões étnicas e raciais. Assuntos que nos obrigavam buscar subsídios em textos e até consultas com especialistas para podermos refletir e debater. Foi um semestre de muita interação, pois nos possibilitou conhecer não só a teoria, mas também entender o posicionamento de alguns colegas de
trabalho e de estudo. Foi um semestre em que tivemos a oportunidade de vivenciar a diversidade, respeitando a opinião do colega e interagir acrescentando conhecimento. No meu caso que vivencio a questão da inclusão, por ter um filho com necessidades especiais os meus relatos de experiência ,acredito, trouxeram uma nova visão do que é ou pode ser de fato uma inclusão de portadores de necessidades especiais em sala de aula.

Eu vejo a escola com uma grande diversidade de pensamentos e convicções que nem sempre estamos preparados para enfrentar, muitas vezes nos deparando com conflitos de crenças e culturas variadas.Lembro-me de um caso que a criança tinha convulsões e mãe se negava tratar com médicos ,mas levava no centro espírita,por que acreditava que sua filha recebia "entidades". Também ficamos sabendo de casos de portadores de necessidade especial que os responsáveis não levam para escola por que acreditam que não eles não irão aprender.Por isso , devemos deixar claro que uma necessidade especial pode ser marcada pela perda de uma das funções do ser humano, seja ela física, psicológica ou sensorial, mas isto não o torna incapaz,sua acessibilidade a educação de inclusão pode ser minimizada quando criamos meios que possibilitem acessos à escola, seja físico ou de atendimento contextualizado. Como já relatei em outras oportunidades,meu filho mantém atendimento com especialistas, que quando necessário entram em contato com a escola, seja para orientações quanto a avaliação ou para dar sugestões de como lidar com situações que possam surgir no decorrer do ano letivo. Este caso é uma exceção, pois a realidade nos mostra que a maioria dos pais de nossos alunos não tem acesso aos atendimentos especializados. O meu filho devido a paralisia cerebral, que é uma lesão não evolutiva,mas com comprometimento múltiplo,quer dizer sequelas na área cognitiva,sensorial, auditiva e psicossocial,tem atendimento especializado desde o primeiro mês de vida,( quase todos particulares),teve grande progresso em todas as áreas,porém tem tempos em que ele fica estagnado,não avança e é preciso respeitar este tempo,pois é o tempo dele. Na escola encontraremos crianças com diferentes diagnósticos e é muito importante o professor estar informado, para saber como proceder com esses alunos. Precisamos reivindicar uma formação continuada, pois só assim poderemos atender como devemos essas crianças, já que o estado não garante os profissionais especializados como prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-1996 no capítulo V Art.59. III -professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores de ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. Esta lei prevê a necessidade de novos objetivos escolares, reestruturando e adequando todo o sistema educacional, inclusive a formação de educadores e auxiliares, que são os responsáveis diretos no processo da aprendizagem.
A mudança conceitual implica em várias resoluções que devem se dar ao longo do tempo assegurando os direitos à inclusão do portador de necessidades especiais no ensino regular.As escolas, na minha visão estão buscando apoio e respaldo para readequação
Aas escolas, do universo escolar (incluindo capacitação de educadores, administradores escolares e infra-estrutura física), e embora a Lei seja de 1996, este processo está ainda no início, no meu ponto de vista deve o melhor caminho para se alcançar esse objetivo é a orientação e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar na escola, como Psicopedagogos, Psicólogos, Fonoaudiólogos, Terapeutas-Ocupacionais e Fisioterapeutas .
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